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Meus Cooperadores no Reino de Deus

Cl. 4: 2-18

Introdução: Paulo inicia sua carta aos colossenses orando por eles e a fecha pedindo orações por si. A fé cristã é bonita, entre outras coisas, por causa dessa interdependência que existe entre os irmãos: uns oram pelos outros e ministram as bênçãos divinas também uns aos outros. A Igreja é uma coletividade de pessoas diferentes, com interesses pessoais diversos, mas que guardam uma coisa em comum: a mesma fé, visto que “todos temos bebido de um mesmo Espírito”. A nossa união não decorre apenas de pontos de vista em comum, mas por causa do Espírito que habita em cada crente. Por isso todos sentimos tanta necessidade de estarmos sempre juntos. Isso aconteceu desde o início da Igreja e perdurará para sempre. Embarquemos com o apóstolo nos “finalmente” dessa carta maravilhosa.

I. CONSELHOS PERMANENTES À IGREJA (vs. 2-6). Existem recomendações para as eventualidades, mas há conselhos que são para serem observados, porque se tornaram princípios cristãos. É o caso dos conselhos a seguir.

b. Oração para que os pregadores do Evangelho tenham liberdade para falar. É pela pregação do Evangelho que as pessoas são libertas do poder das trevas, por isso os crentes devem sempre orar para que os pregadores do Evangelho tenham ousadia, graça, poder e sabedoria para proclamar o Evangelho.

c. Aproveitar o tempo sabiamente. O fator mais importante na vida humana é, com certeza, o tempo. Desperdiçar o tempo é desperdiçar a vida. Por isso a recomendação do apóstolo.

d. Palavras agradáveis procedentes da graça recebida. Falar palavras agradáveis no contexto humano é uma verdadeira arte, porque falar palavras desagradáveis é trivial. Mas a recomendação é que tenhamos sempre boas palavras, até porque um coração habitado pelo Espírito Santo não pode produzir algo que não seja excelente.

II. PAULO CITA SEUS COMPANHEIROS NO MINISTÉRIO.

a. Tíquico e Onésimo, emissários de Paulo (vs. 7-9). Dois cooperadores encarregados de relatar à Igreja o estado no qual o apóstolo se encontrava. De Tíquico o apóstolo dá um testemunho maravilhoso: “amado irmão, fiel ministro e conservo no Senhor”. De Onésimo, Paulo afirma que ele é um “amado e fiel irmão”. Não era ministro, mas cooperava no ministério do apóstolo.

b. “Aristarco que está preso comigo” (vs. 10a). Quando Paulo foi aprisionado em Roma, Aristarco, o macedônio, estava junto com ele trabalhando, e teve a mesma sorte do apóstolo.

c. Marcos e Jesus Justo, apesar de serem da circuncisão, devem ser recebidos (vs. 10b, 11). Apesar das diferenças entre judeus e cristãos no primeiro século, a Igreja deveria receber Marcos e Jesus Justo, pois eles eram também cooperadores no Reino de Deus.

d. Epafras, um baluarte da fé (vs. 12, 13). Epafras é uma pessoa admirável: um grande companheiro de Paulo e um obreiro que tinha muita afeição pelas Igrejas às quais servia: Colossos, Laodicéia e Hierápolis. Paulo testemunha que “ele tem grande zelo por vós”.

e. Lucas, o médico amado e Demas (vs. 14). Lucas, o escritor do terceiro Evangelho e de Atos, um companheiro a toda prova. Cuidava, possivelmente, do apóstolo e relatou os fatos que deram origem à fé cristã. Demas deixou Paulo e foi cuidar da própria vida (II Tm. 4: 9, 10). Mas Lucas foi um fiel companheiro até o fim, como deve ser.

III. SAUDAÇÕES APOSTÓLICAS (vs. 15, 16).

a. Os irmãos em Laodicéia, Ninfa e a Igreja que está na casa dela. Paulo não se esqueceu de mencionar os irmãos, que eram “a sua alegria e coroa”.

b. Troquem cartas com Laodicéia. É uma pena que esta carta tenha se perdido. Qual seria o seu teor?

c. Digam a Arquipo para ter cuidado com o ministério que recebeu do Senhor. O obreiro cristão deve ter a consciência que o seu ministério foi-lhe confiado pelo próprio Deus.

d. “Lembrem-se das minhas prisões”. Como essa situação devia doer na alma daquele grande homem. Por isso sua humilde petição: “Não se esqueçam das minhas prisões”.

Conclusão: A vida com amigos é muito mais fácil de ser vivida. Há um ditado que diz: “É melhor ter amigos na praça, do que dinheiro em caixa”. Jesus nos deixou exemplos de companheirismo e de ter companheiros. Paulo cita uma lista de pessoas que foram importantes na sua vida e no seu ministério. Você já agradeceu a Deus pela vida das pessoas que se preocuparam e se preocupam com você? O que você fez para elas saberem que foram importantes para a sua vida? Não gostaria de dar um abraço nela agora? A gratidão é uma dádiva para quem recebe. Demonstre agora sua gratidão com essa pessoa que lhe foi companheira e amiga, ajudando-lhe a carregar o seu fardo!

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