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O perigo do sucessionismo batista

orgulho

-Pai Abraão, quem está com você nos céus? Os episcopais?

-Não!

-Os presbiterianos?

-Não!

-Os independentes ou metodistas?

-Não, não, não!

-Quem está com você?

-Nós, aqui, não sabemos seus nomes. Todos os que estão aqui são cristãos – crentes em Cristo – homens que venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra de seu testemunho.

-É esse o caso? Então, Deus, me ajude, Deus, nos ajude a esquecer o nome de grupos e nos tornarmos cristãos de verdade.

(George Whitefield)

Caro amigo batista, você é sucessionista? Se não sabe o que isso significa, vou lhe explicar. Se você acredita que os batistas sejam descendentes de uma linha de supostos movimentos cristãos piedosos que tiveram início ainda nos tempos de João Batista e passaram por grupos como o dos montanistas, donatistas e albingenses (essa é a tese daquele famosos livreto intitulado “o rasto de sangue”, de J. M. Carroll), você é um sucessionista, e eu respeito o seu ponto de vista, embora eu não o endosse. Não estou querendo parecer chato ao contradizer um ensino que, em certos círculos batistas, acabou se tornando bastante popular. Minha intenção não é, de maneira alguma, ser o dono da verdade. Para ser sincero, pouco me importa se alguém acredita que os batistas descendam desse ou daquele grupo. O grande problema são as consequências que testemunhei advirem da crença no chamado sucessionismo. Em geral, vejo que os adeptos desse movimento têm uma tendência bastante acentuada a adotarem uma postura exclusivista, flertando perigosamente com aquela ideia perniciosa de que nenhuma denominação além da batista seja capaz de ensinar a Bíblia fielmente ou de transmitir o Evangelho de maneira pura.

Se você quiser, prezado sucessionista, acreditar que as origens batistas remontem aos tempos de João Batista, acredite (conquanto eu não concorde com você). Contudo, se a sua crença no sucessionismo o leva a desprezar outras denominações sérias e a desmerecer servos de Deus que pertencem a outras igrejas, a sua atitude em nada difere daquela do fariseu que, em oração, dizia ao Senhor: “Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo”. Mas repare bem na atitude do publicano ao qual o fariseu se referia: “Estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ‘Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!'”. Você pode ter nascido numa igreja batista, pode ter sido educado numa igreja batista, pode ter se casado numa igreja batista, pode ter morrido numa igreja batista, pode ter sido velado numa igreja batista; todavia, se houver o orgulho daquele fariseu no seu coração, você jamais foi um discípulo de Cristo… Foi apenas um batista.

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